quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Recomeçar ? Riscos? Adaptação! Sua medicação


Fonte: https://radiohulhanegra.com.br/1secretaria-de-saude-e-unesc-realizam-campanha-sobre-uso-racional-de-medicamentos/

A medicação é essencial no decorrer de qualquer tratamento, principalmente quando envolve uma doença crônica.  Alguns pacientes  não terão a necessidade de mudar, enquanto de outros já será exigido a adequarem-se conforme ocorra alguma falha terapêutica. Somente você e mais ninguém sabe exatamente como desenrola essa comunicação entre seu "eu", o seu corpo, aceitação e psicológico.
A opção é sua:  simplesmente não pensar a respeito, tomar essa "droga lícita" porque é obrigado ou um dever, ou então, procurar olhar sob uma perspectiva positiva.  É compreensível que não é agradável ouvir sobre essa nova rota, é normal, é humano deparar-se com sentimentos de tristeza, receio, contudo, o que posso afirmar é:  jamais desanime.
Escrevo sobre o tema, pois em cada fase que enfrentei seja de autoaplicar injeções, internações para realizar infusões, comprimidos, enfim, percebi que como lidar com isso é que iria ser determinante.
A vida envolve riscos antes mesmo de sairmos do ventre da nossa mãe. Mmudanças são essenciais para seguir, porém, somos praticamente coagidos pelas oscilações da esclerose múltipla a reavaliarmos, e em pouco tempo, afinal, conter a progressão da doença inexiste espera...

Somente quem convive com a esclerose múltipla sabe o quanto é gratificante conseguir organizar-se , cuidar dos seus afazeres, alguns ainda conseguem manter-se no mercado de trabalho e estudar. Converta a medicação em seu aliado que possibilita aprender, crescer, superar e em todo instante concede a alternativa de recomeçar. Por isso, procuro pensar que esse contratempo é um suporte para que eu possa sair mais  forte e consciente para prosseguir. Enfim, faça tudo que estiver ao seu alcance para ficar bem.
Jennifer Araujo 




Formada em Comunicação Social - produção editorial, 31 anos, divorciada, apaixonada por música, viagens e fotografia. Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2013.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Afasia

 

Fonte: http://neuroac.blogspot.com.br/2013/01/parte-2-primordios-do-pensamento.html

A afasia é uma deterioração da função da linguagem, depois de ter sido adquirida de maneira normal e sem déficit intelectual correlativo. Caracteriza-se por dificuldade em nomear pessoas e objetos. Pode levar a um discurso vago ou vazio. Pode evoluir para um comprometimento grave da linguagem escrita e falada e da repetição da linguagem. No extremo pode levar a mudez ou a um padrão deteriorado com discurso com ecolalia. As causas principais são: 
  • Tumores;
  • Acidente Vascular Cerebral AVC (ou derrame); 
  • Doenças infecciosas (como a meningite); 
  • Doenças degenerativas (como a esclerose múltipla ou as demências);  Acidentes com traumatismo cranioencefálico; 
  • Tensão metabólica (intoxicações); 
  • Epilepsia.
Fonte: Google imagens
Algumas áreas do cérebro envolvidas no processamento da linguagem, como demonstra a imagem acima, são: Área de Broca (Azul), Área de Wernicke (Verde), Giro supramarginal (Amarelo), Giro angular (Laranja) ,Cortex auditivo primário (Rosa). Elas podem ocasionar lesões em aspectos muito específicos da linguagem no nível fonético, sintático, semântico ou pragmático:  
  • Afasia de Broca: provoca a redução da linguagem, razão pela qual o paciente fala pouco e evita situações comunicativas. As alterações articulatórias muitas vezes estão associadas a um vocabulário funcional reduzido. A dificuldade de expressão dos pensamentos ocorre mais acentuadamente em relação às frases e ordens complexas do que para as palavras e sentenças muito conhecidas. A dificuldade de expressão ocorre também na linguagem escrita. Na Afasia de Broca ocorre redução do léxico, ou seja, escolhas das palavras, estereotipias, agramatismo, incapacidade de modificação dos sentidos das palavras. Todas as modalidades da linguagem podem estar alteradas, porém, as alterações na palavra articulada, leitura e escrita são predominantes. Esse é o tipo mais comum dentre as afasias. Sua etiologia pode ser devido a sequelas de um AVC (acidente vascular cerebral) no lado direito.
  • Afasia de Wernicke: é o oposto da Afasia de Broca, a expressão oral é espontânea e fluida, mas fora do contexto comunicativo. O paciente costuma estar consciente dos próprios erros. A alteração da compreensão pode ser grave ou simplesmente moderada, principalmente em relação às palavras isoladas, pois nas frases pode ocorrer o favorecimento do contexto. A linguagem escrita costuma estar tão perturbada quanto a linguagem oral. O prognóstico da Afasia de Wernicke é grave, principalmente quando ocorrem também alterações da compreensão adicionada a um jargão não semântico. Esse tipo de afasia acontece em decorrência de lesão na região do córtex temporal. A doença de Alzheimer também pode gerar lesões corticais difusas e bilaterais e provocar esses sintomas. 
  • Afasia de condução:  a expressão oral ou escrita é fluida, porém, com muita dificuldade no encadeamento de elementos linguísticos durante a construção de uma frase com as palavras que lhe são propostas. A compreensão da linguagem oral e escrita tem pouco déficit.
  • Afasia motora: o paciente tem a compreensão preservada, mas há impossibilidade de pronunciar palavras em consequência de lesão cerebral. A leitura e a escrita também estão conservadas. Decorre de acidente vascular cerebral. 
  • Afasia sensorial: afeta a compreensão das palavras faladas como se houvesse uma surdez verbal, acentuada pela perda das capacidades intelectuais. Pode ocorrer em pacientes com demência de Alzheimer e nas demências vasculares.

O terapeuta especialista com pacientes afásicos é o fonoaudiólogo. A atuação fonoaudiológica com pacientes que apresentam alterações de linguagem devido à afasia visa o restabelecimento da comunicação. O tratamento fonoaudiológico deve ser iniciado preferencialmente logo após o episódio da lesão cerebral. 

Ricardo Cezar Carvalho
Fisioterapeuta






Sou Ricardo Cezar Carvalho, fisioterapeuta, especialista em neurologia funcional e especialista em acupuntura. Trabalho com pacientes com Esclerose Múltipla há 16 anos. Realizei vários congressos e palestras sobre a Fisioterapia na Esclerose Múltipla.





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Imunidade baixa, e agora?


Fonte: https://drjulianopimentel.com.br/wp-content/uploads/2017/02.jpg

Ficar doente várias vezes em um curto período de tempo indica que o sistema que protege o nosso organismo pode estar com alguma deficiência. Você mal se recupera de uma enfermidade e já vem outra e te derruba de novo. 

Se essa situação ocorre com frequência, é preciso ter atenção, pois pode ser um sinal de que nossa imunidade está baixa.

E como descobri isso? Da pior maneira possível. Estou passando por isso. Em poucos meses tive que enfrentar várias doenças como: esteatose, H Pylori, disbiose  etc.

O que fazer nesses casos para aumentar a imunidade? Algumas dicas são:
  • manter uma dieta saudável, rica em verduras, frutas, legumes, grãos etc;
  • praticar alguma atividade física de acordo com suas possibilidades;
  • ter bons hábitos de sono;
  • evitar situações de estresse;
  • não exagerar no uso de antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e corticoides.
  • buscar acompanhamento médico especializado.

E boa sorte, não só para mim, mas também para você!!!

Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Por que ração não é comida, e o que isso tem a ver com uma alimentação saudável?


Fonte:Pinterest.com

Neste mês de outubro, os jornais e outras mídias jornalísticas informaram sobre a nova proposta de ação pública para o combate da fome em São Paulo: a liofilização de sobras alimentares para distribuição a populações pobres, em forma de "farinata" ou, conforme denominação dada ao produto, "ração humana". Esse tema possibilita reflexões sobre as dimensões sociais, políticas econômicas e culturais conferidas ao comer. Não abordei aqui reflexões sobre a dimensão do comer no âmbito político, porque aí teríamos que falar sobre corrupção, sobre beneficiamento de elites etc, e não será o objetivo desta postagem. Então, me ative à possibilidade de reflexão sobre a dimensão cultural do comer.

Vivemos em uma época em que a saúde é tida como um bem de consumo. Busca-se saúde como se fosse um produto comprável. Comprável através de dietas, de remédios, de exercícios extenuantes e de alimentos milagrosos. Busca-se saúde desconsiderando que esta é um percurso e não um final, e que sendo percurso inclui fatores diversos e complexos. Saúde não é produto, é um processo e, enquanto processo, dinâmico. A noção de saúde apresenta caráter diverso e subjetivo, mas de maneira geral está intricada à ideia de viver bem. Para que se admita, portanto, a construção desse percurso saúde, torna-se necessário considerar a multiplicidade de possibilidades sobre o que é viver bem. Para isso, devemos considerar crenças, valores morais, olhar cultural, entre outros aspectos.

O comer bem é um ato emblemático e esperado dentro da construção do processo de saúde, porém apresenta-se também marcadamente enquanto múltiplo e complexo - no que lhe poderia caracterizar como ideal ou almejável. Isto, porque nem tudo o que alimenta é comível. Nem tudo o que é alimento, portanto, é comida.

Alimento é definido para a Ciência da Nutrição enquanto tudo aquilo que é capaz de nutrir, oferecendo nutrientes essenciais à saúde de um indivíduo. Contudo, a noção do que é comida alcança além da ideia daquilo que é capaz de nutrir o corpo, alcançando a ideia de ser  aceitável culturalmente para ser escolhido e comido por uma população ou pessoa. A noção de comida abrange muito mais o caráter de multiplicidade e complexidade do processo de saúde do que a noção de alimento em si, uma vez que a primeira considera o emocional, a experiência de vida, o cultural.

Nesse sentido, podemos refletir que alimento pode nutrir, mas não necessariamente conferir consciência de viver bem, tão pouco consciência de dignidade. Ter acesso a comida, por outro lado, está mais próximo de conferir noção de dignidade, de viver bem e de saúde. Ter acesso a comida é ter acesso ao alimento aceito culturalmente, prazeroso, capaz de oferecer nutrientes e a sinergia agradável de paladar, olfato, visão e tato e promovendo sensação de felicidade e viver bem.

Muitas vezes, pacientes com Esclerose Múltipla procuram-me perguntando o que devem comer para serem mais saudáveis, chegando até mim, contudo, com a expectativa que eu fale de alimentos isolados, prescritos como se fossem remédios. Quando falamos de saúde, de viver bem e de dignidade, é necessário falarmos mais do que de alimentos e nutrientes. É necessário falarmos de comida e de momentos prazerosos com a comida. É pensar no que e no quanto você come, mas também no como você come, no com quem, no onde você come.

Comida também é pasto, como diria Titãs, mas entendamos finalmente que comida é sobretudo arte, é fazer amor, é desejo, é balé.

Fernanda Sabatini

Nutricionista






Nutricionista graduada pela Universidade Federal de São Paulo. Membro do Grupo de pesquisa em alimentação e cultura (GPAC) e mestre em Ciência pela USP - Universidade de São Paulo.





segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ainda é tempo...


Fonte: Google imagens


Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer...
Devia ter arriscado mais, ter errado mais, ter feito o que eu queria fazer...
As frases dessa música são um convite à reflexão sobre quem somos, como estamos vivendo e o que podemos fazer para viver melhor.
Não é difícil retroceder no tempo e lembrar das vezes que deixamos de demonstrar nosso amor, das vezes em que seguramos o choro por querermos demonstrar que éramos fortes,  quando  o que mais queríamos era simplesmente deixar as lágrimas rolarem até nos sentirmos aliviados.
Quantas vezes deixamos de aproveitar pequenas coisas que a vida estava nos oferecendo  por simplesmente julgá-las sem importância? Sem falar de todas as vezes que criticamos alguém ou ficamos furiosos ao sermos criticados. Quantas coisas não deixamos de fazer?
Quanto tempo gasto dando importância a coisas sem importância?
Quantas alegrias deixamos de viver para darmos espaço à tristeza e ao rancor?
E as mágoas que se apoderaram por dias, meses e até anos das nossas vidas, afastando  pessoas que amávamos por simplesmente pensarem diferentes de nós e permitimos que este espaço de tempo se transformasse em uma cratera imensa?
Se pararmos para refletir podemos analisar quantas inutilidades nós armazenamos. Perdemos um tempo enorme alimentando sentimentos nocivos ao nosso corpo e espírito.
Mas existe uma notícia boa: ao contrário da música que foi inspirada em frases escritas em lápides de cemitério, estamos vivos!!! Isso, estamos vivos!!!! Podemos nos inspirar na música para buscar mudanças: amar mais, chorar mais, arriscar mais, fazer o que se quer fazer. Aceitar as pessoas como elas são, parar de julgar, respeitar as opiniões não significa acatá-las, apenas entender que cada um sabe as alegrias e as tristezas que traz no coração.
Cuide de você, se autoavalie e no momento em que você se ofender com uma opinião contrária à sua, pare, pense e reflita: se  você se julga certo o outro também está se julgando correto e se sentindo no direito de se ofender por sua opinião ser contrária a dele, pois cada um tem seu espaço, o que difere é a coerência que se faz mais presente em uns do que em outros.
Portanto, busque tornar a vida mais leve, tranquila e feliz e veja que mesmo nas adversidades sempre encontramos algo que nos faz sorrir, mesmo que seja vendo o sol se por...

Vilma Prado






Estudante de psicologia e PNL (Programação neurolinguística).  Amante da psicologia comportamental. Diagnosticada em 2014 com TAG (transtornos de ansiedade generalizada), saiu em  busca pelo autoconhecimento e aprendeu que sua felicidade depende apenas dela mesma. Libertação, superação e determinação a definem.




segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Você é preconceituoso?


Fonte: Google imagens

Dizer que não somos preconceituosos é uma alienação da sociedade. O preconceito é o pré-julgamento de tudo aquilo que ainda não se conhece a fundo.

Antes de aceitar minha orientação sexual eu era extremamente preconceituoso com tudo que este assunto engloba. Nunca tive dúvidas de quem eu realmente era, porém não aceitava.

Meu erro, por um longo tempo, foi lutar contra quem eu era de verdade, ou seja, lutar contra mim mesmo. Com uma opinião formada perante a sociedade na qual vivia e criado por uma família totalmente tradicional, tudo que vinha à minha cabeça vinha em formato de ponto de interrogação, como se as minhas vontades fossem um crime. No momento em que aceitei minha orientação tudo começou a fluir normalmente, mais leve. Descobri que os desafios são mais simples de serem resolvidos em partes do que como um todo! Comecei a enxergar que as diferenças também são bem-vindas às vezes. Quebrando tabus e ideologias padrões com o meio com o qual me socializava, fui percebendo que o mundo talvez não seja tão "uniforme" assim.

As pessoas, de um modo geral, têm uma carência oculta que ao se depararem com alguém confiante e seguro de si próprio tendem a se sentirem acuadas. Acredito que seja uma forma de autodefesa, como se as diferenças não pudessem ser iguais ou melhores, talvez seja um meio de se sentirem mais confortáveis. Uma pessoa segura de si não se abala por tão pouco.

Não me deixo levar por comentários, julgamentos incoerentes e ataques, amar-se é a melhor arma contra tudo aquilo que não nos traz a felicidade.

Bruno Andrade
Estudante de Psicologia





Estudante de Psicologia, se apaixonando pela área neurológica. Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, quando criança já se identificava com gostos incomuns para o "gênero masculino" e, como qualquer coisa incomum (perante a sociedade), sofreu preconceitos e rompeu barreiras para o próprio crescimento. Generosidade, igualdade e superação o descrevem.





quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Exercícios de fisioterapia: mais uma série


Fonte: https://unichristus.edu.br/graduacao/fisioterapia/

No post de hoje, continuo com a série exercícios de fisioterapia, trazendo mais alguns exercícios que aplico com meus pacientes e os músculos trabalhados por cada um deles:

1) Elevação de quadril

Músculos trabalhados: 
- quadríceps
- isquiostibiais
- iliopsoas
- glúteo
- tibial anterior
- gastrocnêmios
- abdôme

Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal
2) Elevação de quadril

Músculos trabalhados:
- reto-femoral
- isquiostibiais
- iliopsoas
- glúteo
- tibial anterior
- gastrocnêmios
- abdôme

Fonte: acervo pessoal

Fonte: acervo pessoal
Ricardo Cezar Carvalho
Fisioterapeuta







Sou Ricardo Cezar Carvalho, fisioterapeuta, especialista em neurologia funcional e especialista em acupuntura. Trabalho com pacientes com Esclerose Múltipla há 16 anos. Realizei vários congressos e palestras sobre a Fisioterapia na Esclerose Múltipla.





quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Nenhum esclerosado é coitadinho!


Fonte: http://www.pictame.com/tag/coitadismo


Somos mais fortes do que imaginam, ou imaginamos!

Temos que ter forças para cuidar da casa, tomar banho, ficar em pé etc.

Não é pouca coisa não quando parece que você está carregando nas costas 1.000 Kg!

A esclerose múltipla nos assustou, sim. E ainda assusta. Mas todos os dias lutamos contra ela. Nos entregar está fora de cogitação! Tá certo que têm momentos em que choramos, que achamos que não vamos dar conta. Mas ela veio para nos mostrar que somos fortes!!! Veio para nos superarmos a cada momento! Devemos ficar felizes!!! E chorar é até bom, pois limpa nossa alma. Sem contar que a tristeza, além de nos deixar para baixo, piora o nosso quadro, nos deixando mais vulneráveis ainda.

Não estou falando para fazer ou se esforçar em fazer as coisas. Estou falando para nos aceitarmos, aceitarmos nossas limitações de agora. E tudo bem se não dá para fazer agora. Faça daqui a pouco. Passe por cima de seu orgulho e peça ajuda a quem estiver por perto, mesmo se essa pessoa pensar ou chegar a falar que você é preguiçoso.

Ninguém consegue mensurar o que sofremos em querer fazer algo e não conseguirmos. Somente nós mesmos sabemos o que é! Então... liberte-se, se dispa do que os outros acham ou pensam sobre você e SEJA FELIZ! Do seu jeito, da sua maneira, com suas limitações.


A Esclerose Múltipla não nos fez COITADINHOS! Ela está nos fazendo mais FORTES!!!



Isamara Cardoso Pimentel



Publicitária aposentada por invalidez

Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2007







terça-feira, 26 de setembro de 2017

Qual a importância de um amigo para a vida de uma pessoa?


Fonte: amenteemaravilhosa.com.br


"Abençoados os que possuem amigos, 
os que os têm sem pedir, porque 
amigo não se pede, não se compra 
nem se vende. Amigo a gente sente!". 
(Isabel Machado)

Você já parou pra pensar quantos e quais são os seus verdadeiros amigos? E, o quão essenciais eles são na sua vida?

A amizade faz bem para o coração, uma vez que os amigos nos ajudam a superar os problemas, nos dão carinho, nos aconselham e estão ao nosso lado sempre que precisamos. 

Uma amizade verdadeira é aquela que supera os obstáculos, tornando-se mais forte a cada dia que passa e, mesmo com a distância, se mantém firme e inabalável.

Portanto, devemos valorizar os amigos que conquistamos, pois são bens preciosos, um tesouro sem preço, valioso demais para ser perdido, cujo valor é incalculável. Nada é comparável a um amigo fiel.



Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A vida que escolho viver...


Fonte: http://obviousmag.org/carpinteiros_do_universo/2017/atreva-se.html

Há quem pense que quando nos propomos a seguir vivendo apesar do diagnóstico da EM que, em nós, os sintomas da patologia são mais leves ou inexistentes. Não pode haver engano maior. Somos tão assolados pela nossa companheira múltipla como todas as demais pessoas que a possuem.

Falando por mim, as dores, fadiga e todo o restante da pesada bagagem continuam presentes (muito presentes) em minha vida. Existem dias realmente complicados, dias em que faço um esforço sobre-humano para honrar compromissos inadiáveis e, no dia seguinte, acabo pagando um preço alto, acrescido de juros abusivos e correção monetária por não respeitar os limites que a esclerose múltipla tenta impor.

Minha neurologista me dá “puxões de orelhas” praticamente em todas as consultas porque  vou quase sempre além do que deveria. Ela acompanha minha movimentação na ABCEM e o que não fica sabendo minha irmã sempre conta (rsrs). A bronca vem em dobro.

Levo uma vida muito ativa, talvez mais do que o recomendado, mas eu não me permito parar e, confesso, que por um medo que me ronda desde o dia em que soube o que estava me acompanhando por quase uma vida, o medo da dependência. Eu tenho muito medo de perder minha autonomia, medo de parar e criar raízes, medo de me entregar à autopiedade, medo de deixar a EM dar as cartas...

Penso que talvez seja por isso que me esforço para não desistir dos meus projetos, que me dedico tanto ao voluntariado, que exijo tanto de mim (sou extremamente perfeccionista em tudo que me proponho a fazer). Estou certa em agir assim? Não sei, a única certeza que tenho é de que não há certo ou errado, que cada ser humano é único, que as formas de enfrentamento são as mais diversas possíveis e que cada um convive da melhor forma que lhe é possível com a EM.

Bete Tezine


Advogada





Nascida em Santo André, 49 anos, mãe de dois filhos (Carol e Guilherme), advogada, professora de artes plásticas, atual presidente da ABCEM e esclerosada oficial há 68 meses.