sexta-feira, 18 de março de 2016

O estresse e a Esclerose Múltipla


Fonte: Google imagens

Nós cansamos de ouvir falar que o estresse é prejudicial à saúde, sabemos do impacto que ele causa no nosso coração, com níveis de colesterol, triglicérides alterados. No estômago também, crises de azia, refluxo, devido à uma gastrite nervosa.

E na esclerose múltipla ? O estresse influencia? E a resposta é SIM e muito.

O estresse é um mal da vida moderna que afeta diretamente a nossa saúde e torna o sistema imunológico mais fraco, deixando-o mais vulnerável para infecções o que pra nós esclerosados é muito ruim, pois um surto pode ser desencadeado de um estresse psicossocial ou um estresse biológico.

Há alguns anos recebi uma revista do InfoPACO, onde o Dr Rodrigo Thomaz do Hospital Albert Einstein, falava sobre o papel do estresse na ocorrência do surto.
Nesse artigo o Dr. Rodrigo fala desses tipos de estresse, o psicossocial que seria o que está relacionado aos eventos essenciais na vida de uma pessoa, como a perda de um familiar, a perda do emprego, um divórcio ou até mesmo o próprio diagnóstico da doença. E o estresse biológico, é o que está relacionado com a nossa saúde. Então o estresse gerado por uma infecção pode estar relacionado a ocorrência de surtos.

No texto, o médico fala do estresse como um agente externo e que podemos controlá-lo. 
Eu concordo plenamente com ele, pois sinto nitidamente a piora do meu estado em qualquer circunstância de estresse. 

No post da Dra Liliana ela colocou com essas palavras " O medo, a má elaboração dos pensamentos e dos sentimentos podem agravar sintomas preexistentes. Não se adoece só no corpo, a mente e  a alma também desequilibram e devem ser assistidos", é exatamente o que ocorre conosco em momentos de tensão, angústia, nervoso.

Infelizmente, mesmo sendo analisada por sete anos, tendo a EM há nove, fui pega esses dias por esse mal da humanidade.

Ocorreram momentos tristes, complicados, bem perturbadores em minha vida e logo comecei a me sentir mal. Talvez, inclusive provoquei um surto, mas o pior mesmo, foi a sensação de estar sentindo tudo ruim, sem conseguir fazer nada direito. 

Sintomas que haviam desaparecido com o tempo, se afloraram novamente.

Como dizia no artigo, nosso lado emocional é essencial para o tratamento, alguns estudos mostram que a esclerose múltipla se desenvolve de forma mais leve, ou menos agressiva, em pacientes que enfrentam melhor as situações de estresse. Geralmente, essas pessoas têm surtos mais brandos ou até mesmo não desenvolvem surtos. O que também contribui muito para a aceitação da doença.

Ás vezes penso que viver com esclerose múltipla, é estar sempre em prova, um desafio. Para isso, precisamos estudar, rever tudo que já foi vivido, pra não cairmos no mesmo buraco.

Fazer da nossa experiência, nossa arma. 

Para conseguir combater esses sentimentos que nos colocam pra baixo, nos deixam com medo e ainda despertam a EM, coloco uma música bem alegre, balanço o esqueleto, brinco com minha gatinha, vou estudar piano, assisto um filme e tento me desligar ao máximo.

Esquecer a EM por um tempo também faz bem.


Fabiana Dal Ri Barbosa


9 comentários:

  1. Quem consegue viver nos dias de hoje sem stress?? Acredito que quem se estressa demais tem que ter um tratamento profilaxo porque uma desmielinizacao não é facil!! Tenho meu filho com 35 anos que a 4 anos teve uma mielite transversa longitudinal extensa, era super saudável desde bebê que dificilmente um resfriado o atacava.

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  2. Quem consegue viver nos dias de hoje sem stress?? Acredito que quem se estressa demais tem que ter um tratamento profilaxo porque uma desmielinizacao não é facil!! Tenho meu filho com 35 anos que a 4 anos teve uma mielite transversa longitudinal extensa, era super saudável desde bebê que dificilmente um resfriado o atacava.

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  3. Fabiana, é mais ou menos como ficar de segunda época, você estuda com mais calma e passa. Caso contrário fica em DPre. ssão

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  4. Eu sei bem o que é isso ... Quando meu pai morreu em 2012, me sentia triste, claro, mas "estava bem". Meu médico na época (Dr. Tarso Adone) falou que minha piora na marcha foi por conta disso e me receitou remédios.
    Tem coisas que não podemos evitar ...

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  5. Eu sei bem o que é isso ! Em 2012 quando meu pai faleceu, o médico que cuidava de mim na época (Dr.Tarso Adoni) falou que por conta disso eu devo ter tido um surto. E por isso tive pioras na marcha. Existem "estresses" que não podemos evitar.

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  6. Como sempre Fabiana...maravilhoso texto...

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  7. Evitar estresse é impossível, o que é possível é lidar com ele de uma forma mais leve. Como a Fabi disse no texto, é preciso equilibrar a mente. Eu busquei meditação e até aulas de crochê! Uma doença como essa nos dá a oportunidade de rever nosso modo de encarar a vida, encara-la de uma maneira mais leve, apesar dos estresses do cotidiano.

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