terça-feira, 12 de abril de 2016

Como mudar?


Calçada da Av. Prestes Maia, no centro de São Bernardo  
                        Foto: Jéssica de França

Problemas nas calçadas e até em estacionamento de mercado fazem com que os pacientes com necessidades especiais tenham de enfrentar dificuldades de locomoção, o que tolhe o seu direito de ir e vir, assegurado pela Constituição Federal do nosso país.

Vamos ver: Será que as pessoas que possuem deficiências que dificultam sua mobilidade reclamam de barriga cheia? As mudanças estão acontecendo realmente?

A discussão, pelos menos aqui nos municípios do grande ABC e região, gira em torno das barreiras impostas pelas calçadas fora dos padrões de acessibilidade. Será que este problema é “público” (das próprias prefeituras) ou acaba se estendendo ao setor privado?

Deficientes visuais e cadeirantes relatam o quanto é problemático se movimentar pelas grandes cidades, reclamando que as calçadas estão esburacadas, com desníveis acentuados entre uma e outra, muitas vezes com degraus intransponíveis às cadeiras de rodas. As calçadas demonstram que não foram criadas para pessoas com deficiências e nem mesmo para quem possui mobilidade reduzida, como os idosos, por exemplo.

Porém os problemas não se restringem às calçadas. Quando uma pessoa com necessidade especial precisa ir a algum lugar público, como bancos, por exemplo, nem sempre os locais estão adaptados, o que muitas vezes impede o cliente com limitação de fazer suas operações bancárias sozinho
.
Nem há o que se falar sobre a dificuldade em estacionar nos shoppings, supermercados etc pelo uso indiscriminado, por quem não é de direito, das vagas preferenciais, sendo que quem realmente precisa acaba tendo de “brigar” até com os carrinhos de mercado parados nas vagas a ele reservadas, como se pode ver pelas fotos do supermercado  Coop, situado na Rua Suíça, 1094, Parque das Nações, Santo André – SP.


                                                                  Fotos: Iveli (20/03/2016)


E, repetindo o título do post, como mudar?

A resposta não é tão complexa como parece, pois, se cada um fizer a sua parte, começando por respeitar os direitos da pessoa com deficiência e pensar que um dia qualquer um pode passar por isso também, já teremos um grande avanço no quesito acessibilidade.


Ivi Paula de Souza
Jornalista
Primeira Secretária ABCEM


Um comentário:

  1. Gostei muito do post! Eu sou portadora de E.M. e frequentemente me acidento por causa de problemas nas calçadas.
    Será ótimo quando levarem essa questão com a seriedade que precisa ter.

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