sexta-feira, 22 de abril de 2016

O lado emocional na Esclerose Múltipla


Fonte: Google imagens

A semana foi curta,  porém conturbada. Um corre corre de documentos, pessoas causando mais problemas do que ajudando, as máscaras caindo e a ilusão de que todos são amigos, acabando.

Sentimentos que tento e devo manter bem longe é o nervoso e a tensão, mas não é nada fácil quando as coisas mais simples começam se complicar e você vê que é por falta de vontade de alguém. É praticamente impossível manter a maturidade emocional.

O negócio é respirar fundo e manter a mente no pensamento positivo pra não deixar esse momento persistir como sintomas e mal estares. 

Também é um exercício de calma, paciência que ainda preciso aprimorar, porque quando o sangue sobe à cabeça, a coisa fica difícil.

Mas aí eu me lembro dos conselhos do meu médico, da minha psicóloga e da minha experiência de nove anos com EM e penso: por causa desse estresse que estão me fazendo passar, vou ficar três dias lembrando da esclerose múltipla? Ah, não! Acabo tomando uma atitude pra agilizar a minha permanência naquele lugar e saio. 

Sabemos que o emocional está totalmente ligado a muitos momentos da EM. Principalmente com sintomas desagradáveis, podendo inclusive ocasionar um novo surto. 

O último surto que tive, me recordo muito bem que foi quando o meu horário de trabalho foi modificado. Eu cumpria seis horas e de repente tive que fazer oito. Não imaginava que seria uma mudança tão brusca, mas infelizmente foi. 

Iniciava a semana toda animada, chegava na terça a noite eu já estava bem cansada e preocupada se conseguiria me levantar na quarta. Na quinta estava acabada e descansava um período, atestada pelo médico. Na sexta rezava pra que o dia terminasse logo.

Era uma sensação de impotência, de incertezas e muita preocupação. Afinal, tinha um compromisso a cumprir e mais 59 pessoas a reparar na minha vida funcional.

Foi quando tive o surto e mudei de medicamento. Nesse momento o médico me afastou por mais de seis meses para me adaptar ao novo remédio.

Porém, quando retornei à labuta com o medicamento mais moderno, achei que seria diferente, infelizmente não foi, e o ciclo de estresse recomeçou.

Como não consegui nenhuma abertura no meu horário, continuei afastada.

Sugerimos, eu, o médico e o perito, viver melhor, sem muita complicação, afinal não trabalhava com nada motivador.

Fui buscar outros afazeres, menos estressantes, como estudar francês, piano, pilates, terapia e escrever.

Assim, acredito, que estou seguindo à risca a indicação do médico, logo que me diagnosticou: "Você deve cuidar da EM, fazer os exames, tomar o remédio, fazer exercício físico. Mas não viver em função dela, viver normalmente respeitando seus limites, que são só seus."

E assim acredito que curto a vida adoidado!!!!


Fabiana Dal Ri Barbosa


2 comentários:

  1. Mais uma vez obrigado quando estou por baixo desanimado você consegue sempre levantar meu astral é por isso que digo que você é um anjo que Deus colocou na minha vida . enquanto alguns me derrubam você com suas palavras sempre me levantam e me fazendo sentir muito melhor bjs obrigado.

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    1. Eu que agradeço amigo de poder despertar isso em você!!!
      Beijos

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