quinta-feira, 26 de maio de 2016

O que fazer quando a fadiga te faz refém e te impede de ter uma vida ativa


Fonte: Google imagens

Muito característica na esclerose múltipla, a fadiga é uma das vilãs, quando nos referimos a uma vida ativa e produtiva. O que não significa que os pacientes devam se manter inativos. Ela é um sintoma muito frequente, relatada por cerca de 50% a 70% da pessoas com Esclerose Múltipla e se manifesta por períodos de fraqueza ou esgotamento após pequenos esforços.
Em primeiro lugar precisamos identificar as características da fadiga. Como e quando se torna presente, qual período do dia e em quais atividades em que ela aparece com maior intensidade.
Existem maneiras de driblar a fadiga e ter uma qualidade de vida com maior independência possível. As orientações priorizam conservar energia, manter uma atividade física não exaustiva e evitar aquecimento ou resfriamento corporais.
Vamos falar de uma forma mais “prática”. Por exemplo, de repente você se lembra que durante a semana tem vários compromissos e tarefas a cumprir, o planejamento pode te ajudar a realizar seus compromissos de forma mais suave. Faça um cronograma sempre que for agendar compromissos. No dia em que você tiver algo mais “cansativo”, programe um período de descanso, e atividades mais leves no restante do dia. Se sua fadiga aparece logo no início do dia, se programe para realizar as atividades no período da tarde, sem deixar perder a motivação.

Baseada em minha experiência, muitas vezes recebo pacientes com os seguintes discursos: “Eu não gosto de escrever mais pois minha letra está feia e me sinto cansado em escrever apenas uma linha; eu fazia bordados e crochê mas não consigo mais porque perco a força; eu gostava muito de cozinhar para a minha família mas não consigo mais mexer a panela”. Na maioria das vezes,  fazer pequenas adaptações ou estabelecer pausas durante a atividade já é o suficiente para melhorar consideravelmente o desempenho. 
É muito importante procurar ajuda de um Terapeuta Ocupacional para auxiliar e estabelecer as melhores condições para viver ativo e produtivo, sem se sentir dominado pelo diagnóstico!

Laylla Turetta
Terapeuta Ocupacional

Um comentário:

  1. Laylla, bem vinda. Obrigado pelas dicas e por reforçar a necessidade de termos sempre presente o auxilio de profissionais como os terrapeutas ocupacionais para ajudar nos nos tarefas visando a economia de energia. Parabéns

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