quinta-feira, 2 de março de 2017

Adaptando-se à disfunção sexual


Fonte: Google imagens

A esclerose múltipla pode afetar todas as facetas da vida diária, além é claro dos problemas físicos, não podemos deixar de lado os emocionais, sociais e conjugais que podem ser consequências da doença.

Os pacientes com EM e seus parceiros confrontam-se com uma dificuldade que pode interferir no relacionamento ou na resposta sexual.

O cansaço fácil, os conflitos decorrentes do surgimento da doença, a baixa autoestima e autoimagem dos pacientes, até mesmo nas relações interpessoais, têm um grande impacto na qualidade de vida.

Os distúrbios de ereção e de ejaculação nos homens, as disfunção orgásmica e espasmos dos músculos adutores da coxa, nas mulheres, podem tornar o ato sexual difícil ou até mesmo impossível.

É importante uma abordagem multidisciplinar, com acompanhamento do psicólogo não apenas para os pacientes com EM, mas também para os parceiros.


O compartilhar e comunicar sentimentos, diálogo com parceiro, planejamento das atividades sexuais (para contrapor à fadiga), exercitar diferentes formas de sexo e investir nas zonas erógenas, podem abrir uma ampla variedade de prazer e experiências sexuais.

Adriana Caldas Rocha
Enfermeira



Bacharel em Enfermagem pela Faculdade de Medicina do ABC- FMABC. Aprimoramento/especialização em Enfermagem em reabilitação física - HC FMUSP. Tem experiência em atendimento individual/grupo em programas de reabilitação ambulatorial e internação, incluindo visita domiciliária: doenças crônicas e  neurodegenerativas  na lesão medular, lesão encefálica, amputados, paralisia cerebral e nas incontinências urinárias. Atuação em ambulatório de bloqueio neuromuscular (Toxina botulínica). Educadora em saúde em curso de cuidadores de idosos e pessoas com deficiência física.



Um comentário:

  1. Será que há alguma correlação entre o tempo que a EM surge no corpo e as primeiras disfunçõe

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