sexta-feira, 3 de março de 2017

Democracia representativa X democracia participativa


Fonte: http://empoderabrasil.com.br/cidadania/o-dever-tambem-e-seu-conheca-democracia-participativa/

A democracia representativa ou indireta está em crise em nosso país. A maioria dos políticos que deveriam nos representar esqueceram seus compromissos com a população e se afastaram perigosamente das suas bases. Os mandatos que eram para representar a sociedade acabaram se transformando em balcões de negócio e o interesse que deveria ser coletivo, passou a ser individual.

Como se isso não bastasse, as diversas operações, como por exemplo a operação lava jato, escancarou a corrupção que todos sabíamos existir, mas agora se mostra com nome, sobrenome, alcunha e valores desviados.

Sem dúvida um momento difícil para a chamada democracia representativa que durante muitos anos nos iludiu, dando a impressão que podíamos com o nosso voto participar dos destinos e da construção da nossa cidade, do nosso estado e do Brasil.

Pagamos impostos exorbitantes para manter “nossos representantes” que ao invés de fiscalizar a gestão pública, utilizam dos seus cargos para negociarem vantagens em troca de apoio ao executivo e, também, para fecharem os olhos para os contratos superfaturados.

Só em São Caetano do Sul, para mantermos 1,26 vereadores por quilômetro quadrado, gastamos por ano mais de R$ 40 milhões, com esse dinheiro poderíamos construir, equipar e manter um hospital por ano.

Enquanto vemos a democracia representativa perder prestígio, a democracia participativa ou direta está crescendo e aumentado nos últimos anos. É como se a população estivesse reagindo ao seu individualismo e alienação, buscando participar mais dos destinos da sua cidade, do seu estado e do seu país, uma vez que já não se sente mais representada e passa a querer assumir o controle do próprio destino.

A participação está na ordem do dia, a participação facilita o crescimento da consciência crítica da população, fortalece seu poder de reivindicação e a prepara para adquirir mais poder na sociedade.    
    
A participação é uma necessidade humana e um direito do cidadão, portanto é chegada à hora de ocuparmos os conselhos, deixar as lamentações de lado e assumir nosso papel de fiscal, passar a agir e fazer valer cada centavo dos nossos impostos.



Roberto Canavezzi
Enfermeiro e conselheiro municipal de saúde








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