segunda-feira, 20 de março de 2017

Minha vida comigo


Fonte: Google imagens

Inspirada na entrevista concedida pela médica e autora do livro ‘Minha vida Comigo - O câncer foi minha cura’, Vania Castanheira, no qual conta como enfrentou a “luta” que travou contra o câncer de mama que contraiu  aos 31 anos, em 2013. No livro ela relata como foi o seu tratamento e como ela se vê nos dias de hoje. 

Assistindo essa entrevista, resolvi solicitar a alguns pacientes com Esclerose Múltipla que me contem  como eles veem a vida.

Obtive várias respostas: alguns acreditam que mesmo estando doente a vida tem que continuar. A paciente Ana Helena, carioca, me disse que mesmo tendo a doença há 15 anos não tomava nenhum remédio e só no ano passado ela teve  surto. Após este surto Ana ficou mais próxima de pacientes com a mesma patologia, começou a frequentar grupos de ajuda de pacientes com EM no Facebook  e WhatsApp.

André Pinto da Silva relatou que quando recebeu o diagnóstico se assustou, teve dúvidas sobre a doença e medo de que não pudesse mais fazer algumas coisas, como correr, andar... Com tranquilidade, André  fala que aprendeu que poderia conviver com com a EM. “Hoje trabalho, estudo, namoro e sou muito feliz com a vida que tenho”, complementa.

A moradora de Atibaia, SP,  Regina Bernadete Morais, diagnosticada com Esclerose Múltipla desde 2004, afirmou: “eu já vivi de mal comigo mesma, hoje eu vivo bem, me aceito mais. Entendi que se eu não me aceitar ninguém mais vai, pois ter Esclerose Múltipla (EM) não é o fim da beleza da vida".

Falei também com Gisele Croxiati Romeiro Servenini, criadora do Grupo  Clube dos Parças, no WhatsApp: “bom, nos dias de hoje, diante de tantas doenças difíceis, como o câncer, entre outras  tão severas, eu me sinto grata por ter tratamento para a doença que eu tenho (EM) e que esse tratamento tem a controlado e estacionado . Sou muito feliz por ter apoio de minha família . E tenho fé em Deus que um dia vou acordar e estarei curada”.

A também paciente Talita Loise dá Silva, membro do grupo Clube dos Parças,  afirmou que ainda não entende a doença  porque se acha “refém” da patologia. “Sair de casa já se torna um grande desafio”, conta Talita.

Por fim conversei com o paciente Dubles Sousa, membro do grupo do WhatsApp da ABCEM e para ele seja qual o problema que tivermos a vida tem que continuar. “Atualmente tenho consciência que assim como eu inúmeras pessoas sempre terão altos e baixos, como qualquer ser humano. Eu encaro a vida com a certeza de procurar fazer sempre o melhor, digo para mim mesmo, tenho EM , e daí? Vou respeitar minhas limitações, seguir em frente com o meu tratamento visando sempre uma melhor qualidade de vida, tomei o controle da minha vida, não deixarei minha condição  tomar o controle de tudo. Eu estou no controle", finaliza Dubles.

Ivi de Paula 
Jornalista

Ivi Paula, 34 anos, jornalista formada pelo antigo IMES e atual USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Diagnosticada com Esclerose Múltipla em dezembro de 2008. Atualmente é Secretária na ABCEM (Associação de Pacientes com Esclerose Múltipla do Grande ABC e região) . 

“Aproveito o momento e falo que tudo que passamos é um aprendizado de ver como reagimos ao saber que estamos com a doença. E o que fazemos para não se sentir uma pedra no meio do caminho? Em minha opinião para não se sentir assim é acreditar no que eu posso fazer para manter o avanço desta doença longe de mim".

(Ivi Paula)

4 comentários:

  1. Ficou Demais o seu artigo, Parabéns minha amiga, guerreira Ivi Paula
    Orgulhoso de ti ... A matéria ficou show , com o toque e experiências de cada um que se expressou sobre como encara a vida, com nossa amiga Múltipla..
    Beijo Deus abençoe você e sua família.

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  2. Olá Dubles muito obrigada pelo elogio e o carinho que sempre tem passado! Vamos caminhar sempre é este é o nosso destino e não podemos deixar nada nos magoar. Vamos ser forte e seguimos sempre em frente!!

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  3. Obrigada pelo elogio Dubles, vamos seguir sempre em frente. Beijosssssss!!

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