segunda-feira, 8 de maio de 2017

A carência da pessoa com deficiência


Fonte: Google imagens

Quando a gente se torna “especial”, seja por um acidente, por uma doença, ou pelo que a vida nos trouxe de “presente”: uma deficiência, uma incapacidade,  nossa vida se torna mais difícil, isto é óbvio, mas como as pessoas reagem a isso chega a ser doloroso! 

Os “amigos” vão se ausentando até desaparecer, outros não fazem rodeios, simplesmente somem, você vai ficando sozinho, às vezes isto é bom, mas todo mundo precisa de atenção, carinho, cuidado e finalmente chegamos ao intuito deste texto: a maldita carência que nos faz ver flores brotando em pedras.

Uma pessoa com deficiência (PcD) ou com alguns tipos de diagnóstico é uma pessoa carente, na verdade todo mundo é, mas esta história de se aproximar destas pessoas com carinhos absurdos, tentando demonstrar um amor quase que galanteador, leva a cabeça da “pobre pessoa com deficiência” a ter ilusões que não são sustentadas. Pessoa com deficiência é ser humano, tem vontades, desejo de ser amado e amar como qualquer outra pessoa.

Quer ser carinhoso com ela? Ótimo... mas coloque sempre a palavra “amiga(o)” nas suas frases carinhosas, a pessoa com deficiência vai saber que não deve se iludir por um “amigo”.

Decepções são tão comuns na vida de um PcD, mas as amorosas são as mais doloridas porque fazem vir à tona toda a incapacidade que o mundo aponta o tempo todo, “um lixo” é assim que ele se autodefinirá ao levar um fora.

Para uma pessoa assim se interessar por alguém, leva algum tempo, é preciso primeiro confiar em quem se apaixona, mas as vezes essa confiança foi criada em cima de atitudes de carinho, palavras de admiração, elogios que tocam no coração. E essa paixão às vezes parece tão maciça que traz leveza a essa vida tão machucada. Entende agora o que um fora pode trazer pra essa vida?

A DEFICIÊNCIA DO DESAMOR, e pra essa não há remédio...


Ana Maria Christianini
Catequista e dona de casa


36 anos, moradora de Jaú/SP
Mãe da princesa Bianca.
Portadora de NMO , desde 2003, quando minha filha tinha 4 meses.
Cadeirante desde 2009, faço tratamento em Ribeirão Preto/USP, usando medicação pra estabilizar a doença. 
Catequista, e dona de casa, mesmo que limitada!



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