sexta-feira, 12 de maio de 2017

Crise ou oportunidade?


Fonte: http://www.verboeducacional.com.br/blog/crise-2015-oportunidade/

O Brasil e os brasileiros enfrentam uma das piores crises econômicas de todos os tempos. Alguns setores da economia, no entanto, estão na contramão da crise, têm vendido e contratado mão de obra especializada - um exemplo é o setor de cosméticos e o de alimentos também. Qual seria o segredo deles? Sem comida não se vive, claro, mas sem cosméticos sim. Ou não? O fato é que nenhum de nós pode dar-se ao luxo de cruzar os braços ou desanimar. Provavelmente os indivíduos que passam ao largo da crise insistiram, trabalharam mais, envolveram-se mais de perto com suas atividades e sistema de produção. 

Assim também deve ser nossa postura frente aos males físicos que nos afligem. Lute mais, envolva-se mais, comprometa-se, informe-se, convoque seus pares para discussões, pesquisem, questionem, cobrem mais e vivam mais e melhor! Permita-se, contudo, viver a saúde e não a doença. Em que sentido? No sentido de que a vida é muito mais que um hemograma sem nenhum indício de infecção, do que ausência de doença. A vida pede qualidade, pede lazer, passeios ao ar livre, momento para um sorvete, tardes ensolaradas no parque ou até ficar em casa curtindo uma boa música ao lado daqueles que amamos. Vá a um Spa Day, faça uma massagem relaxante, de preferência de corpo inteiro, uma reflexologia daquelas que deixa os pés nas nuvens, uma hidromassagem ou coisas do gênero. Dance mais, tome banho de cachoeira, de piscina ou de chuveiro, mas sinta o que uma boa chuveirada pode fazer por você. Chore se desejar, mas enxugue as lágrimas e continue em frente. Como diz aquela música do Guilherme Arantes: “dentro do peito tem um fogo ardente que nada pode apagar”.

É assim que somos, somos fortes, somos muitos e não desistimos jamais! A resiliência é característica dos fortes de espírito e se Deus nos colocou algumas dificuldades é porque é na adversidade que se pode crescer. Resta-nos a hombridade de reescrever nossa história com a maior dignidade. 

Uma vez atendi um jovem professor de artes plásticas, tetraplégico, hospitalizado para tratamento de uma pneumonia, ele presenteou-me com a seguinte frase: "nunca respirei tão bem, muito obrigado pelo trabalho que você fez comigo!" Eu disse: "muito obrigada digo eu pelo prazer que se traduziu toda essa terapia" (é sempre uma via de mão dupla). Perguntei a ele, como ele conseguia ser professor de artes e ensinar a desenhar se não tinha execução perfeita dos movimentos e ele deu uma aula sobre o que é a arte, nunca mais perguntei a um artista coisas do gênero, senti-me uma analfabeta, não que ele o tenha feito de propósito, claro que não, era muito educado para isso, mas eu entendia pouco mesmo de arte abstrata. Meu pensamento tacanho me fazia pensar na arte milimetricamente articulada. Ele disse: “a coisa mais bonita do mundo é a diversidade!" Nunca esqueci essa frase e tudo na minha vida todos os dias demonstra a veracidade disso. A coisa mais bonita do mundo é a diversidade! O negro, o branco, o gordo, o magro, o pequeno, o grande, o verde, o amarelo, o vermelho, a alegria, a tristeza, a terra, o mar, o universo, você, eu e o mundo. Portanto, sorria, anime-se, você está vivendo a diversidade!


Grande abraço! 

Celiana Figueiredo
Fisioterapeuta



Fisioterapeuta formada pela UEPB 
Especialista (Fisiologia do Exercício e Cardiologia) 
Mestra e com Doutorado em andamento pela UNIFESP-EPM
Responsável pelo setor de Fisioterapia Respiratória do Ambulatório de Síndrome pós-poliomielite da UNIFESP-EPM
Fisioterapeuta Respiratória do Instituto Giorgio Nicolli



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