quarta-feira, 28 de junho de 2017

Esclerose múltipla e cigarro: relato de alguns estudos


Fonte: http://www.psicologiafree.com/curiosidades/neurologia-do-cigarro/

As sociedades de esclerose múltipla de todo o mundo têm feito muitas abordagens acerca da relação entre o fumo e a esclerose múltipla. A sociedade norte americana National MS Society realizou estudo aprofundado sobre o tema e encontrou dois grandes achados cujo conhecimento público se faz essencial.

Fumar pode aumentar o risco de desenvolver esclerose múltipla e pode aumentar a velocidade de progressão da doença. Fumar pode prejudicar temporariamente a função neurológica.

  • O tabagismo pode acelerar a progressão da esclerose múltipla, uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central em adultos jovens. Um recente estudo de pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital, da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital, em Boston (EUA), publicado no Archives of Neurology, acompanhou 1.465 pacientes com esclerose múltipla por cerca de três anos. Em média, os participantes tinham 42 anos e apresentavam a doença há 9,4 anos. 
  • Pouco mais da metade (53,2%) nunca havia fumado, 29,2% haviam sido fumantes no passado e 17,5% eram fumantes ativos. A progressão da esclerose múltipla foi avaliada por meio de características clínicas e de exames de ressonância magnética. Os resultados mostram que os fumantes sofriam de uma forma significativamente mais severa da doença no início do estudo e apresentavam mais a forma caracterizada por um declínio progressivo das capacidades neurológicas. 
  • Um estudo britânico sugere que fumar pode acelerar a transformação da forma recorrente-remitente para a forma progressiva da esclerose múltipla. Segundo o mesmo estudo, isso pode ocorrer por causa de uma substância presente na fumaça do cigarro chamada óxido nítrico, que ataca a parte do neurônio (o axônio) que transmite os impulsos nervosos e é protegida pela bainha de mielina, levando à sua degeneração ou ao bloqueio da condução dos impulsos nervosos. Além de presente na fumaça, o óxido nítrico pode ter sua produção induzida no sistema nervoso central pela nicotina. 
  • Um outro estudo mais recente também estudou a relação do cigarro com a progressão da doença e com a piora das condições de vida do paciente. Os resultados mostraram que fumantes com esclerose múltipla acumulam mais incapacidades em um período mais curto de tempo e, em geral, sofrem de uma forma mais grave da doença do que os que nunca fumaram. O estudo também mostrou melhora significativa nos resultados dos participantes que pararam de fumar, mesmo depois da descoberta da doença, mostrando que faz diferença abandonar o fumo mesmo depois do diagnóstico.



Viver com esclerose múltipla não é tarefa das mais fáceis e, para alguns pacientes, o fumo é visto como forma de diminuição ou mesmo alívio da tensão e ansiedade que a patologia provoca. No entanto, existem maneiras saudáveis e eficazes de lidar com os desafios diários. 
Se você é fumante, abandonar o vício é uma decisão exclusivamente sua, o que não significa que você esteja sozinho nessa empreitada. Procure ajuda, converse com seu neurologista e encontrará apoio necessário, pois com isso a sua saúde só tem a ganhar!!!

Ricardo Cezar Carvalho
Fisioterapeuta

Referências
www.infopaco.com.br/vivendo-com-a-em/o-cigarro-e-a-em
esclerosemultipla.novartis.com.br/esclerose-multipla-e-o-cigarro/





Sou Ricardo Cezar Carvalho, fisioterapeuta, especialista em neurologia funcional e especialista em acupuntura. Trabalho com pacientes com Esclerose Múltipla há 16 anos. Realizei vários congressos e palestras sobre a Fisioterapia na Esclerose Múltipla.





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