sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A música acima da EM




Fonte: Google imagens


Senhoras e Senhores neste momento apresentamos a cantora Branca!

Pode parecer que vai acontecer um “show de música”, mas não é isso que vai acontecer. A entrevista que fiz este mês foi com a cantora Branca, 37 anos, que recebeu o diagnóstico de Esclerose Múltipla há um ano (06 de junho de 2016).

Branca contou-me como foi receber a notícia do médico de que estava com EM , ela disse que as reações dela e do marido foram as “melhores possíveis”. Aceitaram e foram atrás do tratamento.
Cantora Branca
Fonte: acervo pessoal

Mãe de três filhos que não entenderam o que estava acontecendo, Branca conta que também viu o desespero de seus pais ao saber que da doença. “Minha mãe chorava muito e ainda hoje acredita que vou me curar, meu pai me levou a outros médicos e até em dentistas, tentando encontrar outro diagnóstico, ele não aceitava, já os amigos... ah os amigos, acabei descobrindo amigos em pessoas que eu nem imaginava”, diz ela.

Branca é cantora, começou a cantar aos 12 anos e fala que é a única coisa que sabe fazer “direito”. Nos finais de semana ela toca com a sua banda, a Banda Urca. Ela gosta de música brasileira e afirma: “acho a nossa música muito completa, muito bem elaborada desde a letra até a harmonia, é tudo muito perfeito”. 

“Há alguns anos atrás surgiu a vontade de focar em algo diferente, algo inusitado e comecei a idealizar o projeto Novelas, hoje com a Banda Urca a coisa está tomando forma, criando vida, focamos em tocar apenas temas de novela e isso dá uma cara pra banda, meu marido é o baterista, o que facilita bastante, e os caras são incríveis, além de tocarem muito, sabendo da minha situação, respeitam os meus limites e estão   sempre me colocando pra cima”, conclui.

Ivi Paula
Jornalista


Ivi Paula, 34 anos, jornalista formada pelo antigo IMES e atual USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Diagnosticada com Esclerose Múltipla em dezembro de 2008. Atualmente é Secretária na ABCEM (Associação de Pacientes com Esclerose Múltipla do Grande ABC e região) . 

“Aproveito o momento e falo que tudo que passamos é um aprendizado de ver como reagimos ao saber que estamos com a doença. E o que fazemos para não se sentir uma pedra no meio do caminho? Em minha opinião para não se sentir assim é acreditar no que eu posso fazer para manter o avanço desta doença longe de mim".

(Ivi Paula)

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